Quanto custa, em média, uma cirurgia de córnea?
Os procedimentos cirúrgicos na córnea — como a ceratoplastia lamelar anterior (DALK), a ceratoplastia endotelial (DSAEK ou DMEK) e o transplante de córnea penetrante (PKP) — apresentam variações signi
Os procedimentos cirúrgicos na córnea — como a ceratoplastia lamelar anterior (DALK), a ceratoplastia endotelial (DSAEK ou DMEK) e o transplante de córnea penetrante (PKP) — apresentam variações significativas de custo conforme o tipo de intervenção, a complexidade clínica do caso, a região geográfica e o perfil da instituição prestadora de serviços. No Brasil, por exemplo, um transplante de córnea penetrante em hospital privado pode variar entre R$ 15.000 e R$ 35.000, enquanto técnicas mais avançadas, como a DMEK, geralmente ultrapassam os R$ 40.000 devido à maior exigência técnica, ao uso de equipamentos especializados (como microscópio cirúrgico de alta resolução) e à necessidade de doadores com tecido endotelial de excelentes parâmetros morfológicos.
Fatores que influenciam diretamente o valor incluem: a necessidade de avaliação pré-operatória multidisciplinar (oftalmológica, anestésica e oftalmopatológica), o tempo de internação (que pode variar de 24 horas a até cinco dias, dependendo da técnica e das comorbidades), os custos com o banco de olhos para obtenção e avaliação do tecido doador, além dos medicamentos pós-operatórios — especialmente corticoides tópicos de longa duração e imunossupressores em casos selecionados. É importante destacar que, no Sistema Único de Saúde (SUS), esses procedimentos são oferecidos gratuitamente, embora possam haver filas de espera que variam conforme a unidade federativa e a disponibilidade de tecidos compatíveis.
A escolha da técnica cirúrgica não deve ser guiada apenas pelo custo, mas pela indicação clínica precisa: pacientes com degeneração endotelial (como na distrofia de Fuchs) são candidatos ideais à DMEK; já aqueles com cicatrizes estromais profundas ou opacidades corneanas extensas podem requerer PKP ou DALK. Um oftalmologista especializado em cirurgia refrativa e transplante corneano deve conduzir a avaliação individualizada, considerando fatores como idade, estado funcional do endotélio residual, integridade da membrana de Descemet e risco de rejeição imunológica.