Como é feita a remoção cirúrgica de pintas?
O procedimento cirúrgico para remoção de pintas, também conhecido como excisão quirúrgica, é uma técnica médica consolidada indicada principalmente para lesões suspeitas de malignidade ou quando há ne
O procedimento cirúrgico para remoção de pintas, também conhecido como excisão quirúrgica, é uma técnica médica consolidada indicada principalmente para lesões suspeitas de malignidade ou quando há necessidade de análise histopatológica definitiva. Nesse método, o dermatologista ou cirurgião plástico realiza uma incisão com bisturi ao redor da pinta, removendo-a integralmente — incluindo a camada dérmica subjacente — sob anestesia local. O tecido ressecado é então enviado ao laboratório de anatomia patológica para exame microscópico detalhado, permitindo o diagnóstico preciso de melanoma ou outras neoplasias cutâneas.
Diferentemente de técnicas ablativas como crioterapia, eletrocauterização ou laser, que destroem o tecido sem preservar sua integridade estrutural, a excisão cirúrgica garante a obtenção de uma amostra adequada para avaliação diagnóstica. É especialmente recomendada para pintas assimétricas, com bordas irregulares, cores heterogêneas, diâmetro superior a 6 mm ou que apresentem alterações evolutivas — critérios clínicos associados ao risco aumentado de melanoma.
A cicatrização pós-operatória geralmente ocorre em duas a quatro semanas, dependendo do tamanho e localização da lesão. Em áreas de tensão cutânea ou em pacientes com tendência à queloidopatia, pode ser necessário acompanhamento dermatológico adicional. A técnica exige experiência técnica rigorosa para minimizar sequelas estéticas e garantir margens cirúrgicas adequadas, especialmente em casos com suspeita oncológica.