Como realizar o preenchimento das maçãs do rosto com gordura autóloga
A preenchimento com gordura autóloga nas maçãs do rosto é um procedimento cirúrgico estético que visa restaurar volume e definição à região malar, frequentemente comprometida pelo envelhecimento, perd
A preenchimento com gordura autóloga nas maçãs do rosto é um procedimento cirúrgico estético que visa restaurar volume e definição à região malar, frequentemente comprometida pelo envelhecimento, perda de tecido adiposo ou fatores genéticos. O método consiste na lipoaspiração de tecido adiposo de áreas com acúmulo excessivo — como abdome, coxas ou flancos — seguida de processamento cuidadoso (lavagem, centrifugação e filtração) para obter adipócitos viáveis e livres de impurezas. Em seguida, a gordura purificada é injetada, com técnica precisa e em múltiplos planos (subcutâneo e pré-ósseo), diretamente na região malar.
Um dos principais diferenciais desse procedimento é sua natureza biocompatível: como o material utilizado é originário do próprio paciente, não há risco de rejeição imunológica nem de reações alérgicas. Além disso, quando bem executado por profissional qualificado, parte das células adiposas transplantadas estabelece vascularização adequada e sobrevive de forma duradoura, conferindo resultados naturais e de longa duração — embora uma parcela inicial (geralmente entre 30% e 50%) possa ser reabsorvida nos primeiros meses pós-operatórios.
O processo exige avaliação prévia rigorosa: são analisados o padrão facial, a qualidade e quantidade de tecido adiposo disponível, a espessura da pele e a presença de comorbidades que possam influenciar a cicatrização ou a sobrevivência enxertada. Pacientes com baixo índice de massa corporal (IMC), lipodistrofia generalizada ou alterações vasculares significativas podem não ser candidatos ideais. A recuperação envolve edema e equimoses transitórias, com retorno gradual às atividades sociais em cerca de 7 a 10 dias, embora a estabilização final do resultado ocorra após 3 a 6 meses.
É fundamental ressaltar que o sucesso clínico depende criticamente da experiência do cirurgião plástico, da técnica de coleta e manipulação da gordura, bem como da precisão na injeção — fatores que influenciam diretamente a taxa de enxertia e a simetria final. Por isso, a escolha de um profissional certificado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e com sólida experiência nessa modalidade é essencial para minimizar complicações, como irregularidades, nódulos ou assimetrias.