Efeitos colaterais da rinoplastia com ácido hialurônico realmente existem?
O ácido hialurônico é um dos preenchedores mais utilizados em procedimentos estéticos não cirúrgicos, especialmente para a rinomodelação — técnica que visa corrigir imperfeições do contorno nasal sem
O ácido hialurônico é um dos preenchedores mais utilizados em procedimentos estéticos não cirúrgicos, especialmente para a rinomodelação — técnica que visa corrigir imperfeições do contorno nasal sem recorrer à rinoplastia tradicional. Embora seja considerado seguro e reversível, seu uso não está isento de riscos ou efeitos adversos.
Entre os efeitos colaterais mais comuns estão edema localizado, equimoses, eritema e sensibilidade ao toque, geralmente transitórios e resolvidos em poucos dias. Complicações mais graves, embora raras, incluem necrose cutânea, ulceracão tecidual e, em situações extremas, perda visual por oclusão arterial retiniana — consequência potencial da injeção acidental em vasos que irrigam a região orbital.
A segurança do procedimento depende criticamente da anatomia vascular nasal, da técnica injetória empregada (preferencialmente com cânula de ponta romba), da experiência do profissional e da avaliação prévia minuciosa do paciente. Fatores como histórico de alterações vasculares, uso concomitante de anticoagulantes ou distúrbios de coagulação aumentam significativamente o risco de complicações.
É fundamental que o paciente seja informado de forma transparente sobre as limitações do tratamento — como a duração temporária do efeito (geralmente entre 9 e 18 meses) e a impossibilidade de correções estruturais profundas, como desvio de septo ou alterações funcionais respiratórias. A rinomodelação com ácido hialurônico deve ser vista como uma opção estética complementar, nunca como substituta de uma rinoplastia cirúrgica indicada por critérios médicos.