O ácido hialurônico injetável é seguro ou pode causar danos ao organismo?
O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no corpo humano, especialmente na pele, nas articulações e nos olhos, onde desempenha um papel essencial na hidratação, lubrificação e susten
O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no corpo humano, especialmente na pele, nas articulações e nos olhos, onde desempenha um papel essencial na hidratação, lubrificação e sustentação tecidual. Quando aplicado por via injetável em Medicina Estética — comumente chamado de “preencher com ácido hialurônico” — ele é utilizado para restaurar volume facial, suavizar rugas, modelar contornos (como lábios ou queixo) e melhorar a textura cutânea.
Quando administrado por profissionais qualificados, em produtos regulamentados e com técnica adequada, o ácido hialurônico injetável apresenta um perfil de segurança muito favorável. Sua biocompatibilidade é alta, pois é metabolizado de forma natural pelo organismo, geralmente em semanas a meses, sem deixar resíduos tóxicos. Reações adversas graves são raras: as mais comuns são transitórias e incluem edema local, equimoses, eritema ou leve sensibilidade no local da injeção — todos resolvendo espontaneamente em poucos dias.
No entanto, riscos significativos podem surgir em situações específicas: uso de produtos não aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aplicações realizadas por profissionais sem formação específica em dermatologia ou medicina estética, ou injeções em áreas de alto risco vascular (como região glabellar ou nasal), que podem levar a complicações como isquemia tecidual, necrose cutânea ou, em casos extremos, perda visual por oclusão arterial retiniana. Essas complicações, embora infrequentes, exigem reconhecimento imediato e manejo especializado — frequentemente com administração de hialuronidase, enzima capaz de degradar rapidamente o ácido hialurônico injetado.
É fundamental que o paciente realize uma avaliação prévia com médico especialista, discuta expectativas realistas, revele seu histórico clínico completo (incluindo doenças autoimunes, distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes) e verifique a origem e a regularização do produto a ser utilizado. A segurança do procedimento depende tanto da qualidade do material quanto da expertise do profissional — não apenas da substância em si.