Pode-se preparar chá com Ficus hirta e Smilax glabra?
O五指毛桃 (Ficus hirta), conhecido popularmente como “figueira-das-cinco-unhas” ou “figueira-peluda”, e o土茯苓 (Smilax glabra), denominado “salsaparrilha-chinesa”, são plantas tradicionalmente utilizadas na
O五指毛桃 (Ficus hirta), conhecido popularmente como “figueira-das-cinco-unhas” ou “figueira-peluda”, e o土茯苓 (Smilax glabra), denominado “salsaparrilha-chinesa”, são plantas tradicionalmente utilizadas na medicina tradicional chinesa (MTC) por suas propriedades tonificantes, diuréticas e desintoxicantes. Ambas podem ser infundidas em água quente para preparação de uma bebida herbal, mas seu uso requer atenção a indicações, contraindicações e evidências científicas disponíveis.
A Ficus hirta é valorizada pela MTC por sua ação no meridiano do Baço e Pulmão, sendo empregada para fortalecer o Qi, aliviar tosse com expectoração escassa e tratar edemas leves. Estudos pré-clínicos sugerem atividade anti-inflamatória e moduladora imunológica, embora dados clínicos em humanos ainda sejam limitados. Já a Smilax glabra é reconhecida por sua capacidade de promover a eliminação de umidade patológica e toxinas, especialmente em quadros de artralgia reumatoide, urticária crônica ou disfunção hepática leve — mecanismos associados, em parte, à sua riqueza em saponinas esteroidais e compostos fenólicos.
Embora a infusão dessas duas plantas seja prática comum em contextos comunitários da Ásia Oriental, não há recomendação formal da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou de agências regulatórias como a ANVISA para seu uso isolado ou combinado como terapia principal. A segurança a longo prazo ainda não foi adequadamente avaliada em ensaios controlados. Pacientes com insuficiência renal, gestantes, lactantes ou indivíduos em tratamento com anticoagulantes devem evitar seu consumo sem orientação médica, dada a potencial interação farmacológica e o efeito diurético significativo.
É fundamental ressaltar que a infusão não substitui diagnóstico clínico nem tratamento convencional para condições inflamatórias, autoimunes ou metabólicas. Caso haja interesse terapêutico, a avaliação por profissional qualificado — preferencialmente médico com formação em medicina integrativa ou fitoterapia clínica — é indispensável para personalizar a abordagem e monitorar eventuais efeitos adversos, como distúrbios gastrointestinais ou alterações na função renal.