As varizes são realmente perigosas?
A varicose é uma condição vascular comum, caracterizada pela dilatação, alongamento e tortuosidade das veias superficiais — principalmente nas pernas — devido à falha nas válvulas venosas e ao aumento
A varicose é uma condição vascular comum, caracterizada pela dilatação, alongamento e tortuosidade das veias superficiais — principalmente nas pernas — devido à falha nas válvulas venosas e ao aumento da pressão venosa. Embora muitos pacientes a considerem apenas um problema estético, sua relevância clínica vai muito além: trata-se de uma manifestação de doença venosa crônica (DVC), cuja progressão pode levar a complicações sérias se não for adequadamente avaliada e tratada.
Os riscos associados à varicose incluem dor crônica, edema, sensação de peso e fadiga nas pernas, além de alterações cutâneas como hiperpigmentação, eczema venoso e lipodermatosclerose. Em estágios avançados, pode ocorrer úlcera venosa — lesão crônica, dolorosa e de difícil cicatrização, frequentemente localizada no maléolo medial. Além disso, há risco aumentado de tromboflebite superficial, especialmente em veias varicosas inflamadas ou traumatisadas, e, embora menos comum, potencial para trombose venosa profunda (TVP) em pacientes com fatores de risco adicionais, como imobilização prolongada ou histórico pessoal/familiar de trombofilia.
É fundamental destacar que a presença de varizes não deve ser subestimada como mero incômodo estético. A avaliação por angiologista ou cirurgião vascular — incluindo eco-Doppler venoso — permite classificar a gravidade segundo a classificação CEAP (Clínica, Etiologia, Anatomia, Patofisiologia), orientar o manejo individualizado e prevenir complicações. O tratamento abrange desde medidas conservadoras (compressão elástica, exercícios, elevação dos membros inferiores) até intervenções minimamente invasivas (escleroterapia, ablação térmica por radiofrequência ou laser) ou cirúrgicas, conforme indicado.
Portanto, sim: as varizes representam um risco real à saúde vascular. Sua detecção precoce, acompanhamento regular e intervenção adequada são essenciais para preservar a qualidade de vida e evitar sequelas potencialmente incapacitantes.