Six Key Auscultation Sites for Suctioning-Related Lung Assessment
A ausculta pulmonar é um procedimento clínico fundamental na avaliação de pacientes com secreções respiratórias excessivas, especialmente aqueles em ventilação mecânica ou com comprometimento da tosse
A ausculta pulmonar é um procedimento clínico fundamental na avaliação de pacientes com secreções respiratórias excessivas, especialmente aqueles em ventilação mecânica ou com comprometimento da tosse eficaz. Durante a aspiração traqueobrônquica, a ausculta permite identificar áreas de acúmulo secretório e avaliar a eficácia da manobra. Existem seis regiões anatomicamente definidas onde a ausculta deve ser realizada de forma sistemática para garantir uma abordagem completa: dois campos pulmonares anteriores (direito e esquerdo), dois posteriores (também direito e esquerdo) e dois laterais (axilares — direito e esquerdo). Essa distribuição garante cobertura adequada dos lobos pulmonares — superior, médio (apenas no lado direito) e inferior — permitindo detectar alterações focais, como estertores crepitantes ou diminuição do murmúrio vesicular, que indicam obstrução parcial ou atelectasia secundária ao acúmulo de secreções.
A técnica exige que o profissional realize a ausculta em posição simétrica, comparando os lados direito e esquerdo, e em diferentes níveis verticais (alto, médio e baixo), sempre respeitando a anatomia torácica. É essencial realizar a ausculta antes e após a aspiração para avaliar mudanças dinâmicas na qualidade dos sons respiratórios. A presença de estertores finos pós-aspiração pode sugerir persistência de secreções distais ou edema alveolar, enquanto a normalização do murmúrio vesicular indica sucesso terapêutico. Importa destacar que a ausculta isolada não substitui outros parâmetros clínicos — como saturação de oxigênio, pressão arterial, frequência respiratória e análise gasométrica — mas integra-se de forma crítica à tomada de decisão segura e baseada em evidências.