Ácido fólico é um medicamento tradicional chinês ou um fármaco ocidental?
O ácido fólico não é um medicamento tradicional chinês nem um fitoterápico — é um fármaco sintético pertencente à classe das vitaminas do complexo B, especificamente a vitamina B9. Sua formulação farm
O ácido fólico não é um medicamento tradicional chinês nem um fitoterápico — é um fármaco sintético pertencente à classe das vitaminas do complexo B, especificamente a vitamina B9. Sua formulação farmacêutica é obtida por síntese química em laboratório, com pureza e dose padronizadas, conforme exigido pelas agências regulatórias de medicamentos, como a ANVISA no Brasil e a FDA nos Estados Unidos.
Embora o ácido fólico também esteja presente naturalmente em alimentos como folhas verdes escuras, leguminosas e fígado, a versão utilizada clinicamente em suplementos e tratamentos (como na prevenção de defeitos do tubo neural em gestantes) é sempre a forma monofolato de cálcio ou pteroilmonoglutamato, produzida industrialmente. Essa distinção é fundamental: diferentemente dos medicamentos tradicionais chineses — que são combinações complexas de extratos vegetais, minerais ou substâncias animais, com base em princípios da Medicina Tradicional Chinesa — o ácido fólico age por mecanismos bioquímicos bem estabelecidos, como a síntese de DNA e a formação de glóbulos vermelhos.
No contexto clínico brasileiro, o ácido fólico é classificado como medicamento convencional (ou “ocidental”), sujeito à legislação específica para produtos vitamínicos e suplementares, com indicações aprovadas, posologias definidas e contraindicações claras — como seu uso isolado em casos suspeitos de anemia perniciosa, onde pode mascarar a deficiência de cobalamina (vitamina B12) e agravar lesões neurológicas.