Custo do preenchimento com gordura autóloga para realçar a área sob os olhos
O preenchimento com gordura autóloga para realçar a região do “canto interno do olho” — popularmente conhecida como “lagarta dorminhoca” ou, em termos anatômicos mais precisos, a área suborbital media
O preenchimento com gordura autóloga para realçar a região do “canto interno do olho” — popularmente conhecida como “lagarta dorminhoca” ou, em termos anatômicos mais precisos, a área suborbital medial e o sulco nasojugal — é um procedimento estético cada vez mais solicitado. Trata-se de uma técnica cirúrgica minimente invasiva que utiliza tecido adiposo retirado do próprio paciente (geralmente da região abdominal ou das coxas), processado e injetado com precisão na região periocular inferior interna, com o objetivo de suavizar depressões, reduzir a aparência de olheiras e conferir um aspecto mais descansado e jovial ao olhar.
O custo desse procedimento varia significativamente conforme diversos fatores clínicos e logísticos: a experiência e especialização do cirurgião plástico ou oftalmoplástico; a infraestrutura da clínica (incluindo sala cirúrgica certificada e equipamentos de microcirurgia); a complexidade individual do caso — como grau de atrofia tecidual, presença de ptose palpebral associada ou assimetrias anatômicas; e o volume de gordura necessário para obtenção de resultados naturais e duradouros. Em Portugal e em países de língua portuguesa, os valores típicos oscilam entre €2.500 e €5.000, podendo ultrapassar esse intervalo em centros de referência com abordagem multimodal — por exemplo, quando combinado com blefaroplastia ou tratamento de hérnia de gordura orbitária.
É fundamental ressaltar que, embora seja um método autólogo — ou seja, com baixo risco de rejeição imunológica —, o preenchimento com gordura na região periocular exige extrema perícia técnica. A anatomia local é extremamente delicada: vasos lacrimais, nervos faciais finos e estruturas musculares como o músculo orbicular estão intimamente relacionados à área alvo. Complicações potenciais incluem edema prolongado, assimetria, nódulos palpáveis, necrose gordurosa ou, em raros casos, comprometimento vascular retiniano. Por isso, a escolha de um profissional qualificado, com sólida formação em cirurgia ocular ou facial e ampla experiência em injeções em zonas de alto risco, é condição indispensável para segurança e eficácia terapêutica.
Antes da realização do procedimento, recomenda-se avaliação pré-operatória detalhada com exame oftalmológico completo, análise da dinâmica facial e discussão realista das expectativas. O acompanhamento pós-operatório deve ser rigoroso, com consultas programadas nos primeiros dias, na primeira semana e no primeiro mês, para monitorar a sobrevivência do enxerto adiposo — que, em média, apresenta taxa de reabsorção entre 30% e 50%, exigindo, em alguns casos, sessão complementar após três a seis meses.